Uma boa maneira de falarmos sobre “a oração”, é sabermos que Jesus falou exaustivamente sobre este tema, alicerçado na intimidade e conexão com Deus, bem como na persistência e na fé.
Jesus, durante sua permanência física entre nós, estava sempre em contato com o “Pai”, desde as primeiras horas da manhã, por vezes passando a noite em oração, como também, após cada nobre atividade, “subia ao monte” para orar!
Lições sublimes e imorredouras.
Citemos algumas abordagens:
Após os discípulos pedirem: “Senhor, ensina- -nos a orar!”, Jesus apresentou um modelo de oração pautado na vontade de Deus e na dependência diária: a Oração Dominical ou “Pai Nosso”.
Jesus condenou a oração exibicionista, enfatizando o diálogo particular com Deus, orientando-nos a não orar como os hipócritas para serem vistos, mas a “entrar no quarto”, fechar a porta e orar ao Pai em secreto (Mateus, 6:5-6).
Adverte contra o uso de “vãs repetições”, pois Deus já sabe do que necessitamos antes de pedirmos (Mateus, 6:7-8).
Por meio de parábolas, Jesus ensinou que devemos ser insistentes e confiar na bondade do Pai como sucede na “do juiz iníquo”, ou na do “amigo importuno”, contadas para mostrar a necessidade de orar sempre e nunca desanimar.
Citemos também o ensino muito conhecido em que Ele nos diz: “Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta será aberta” (Mateus, 7:7-8); acrescentando ainda: “Tudo o que pedirem em oração, crendo, já o receberam”, (Mateus, 21:22); arrematando que o “arrependimento” ladeia-se da necessidade do perdão e da humildade.
E o desejável estado mental a todos nós, quando Paulo diz “Orai sem cessar!”, aconselhando a todos essa “metanoia”, (mudança profunda que gera nova forma de viver) sugerida por João, o Batista, precursando Nosso Senhor Jesus, “o Cristo”.
Eximimo-nos aqui das localizações dessas “passagens” nos Evangelhos, simplesmente por economia de espaço gráfico, porém, elas serão de fácil consulta nos diversos meios disponíveis a todos, inclusive aqueles de internet.
A prece sempre ocupou lugar central na experiência espiritual da Humanidade. Em todas as épocas e culturas, o ser humano voltou-se ao Alto em busca de consolo, orientação, força e esperança. No Espiritismo, a oração adquire contornos ainda mais profundos, pois não se limita apenas a um clamor íntimo: ela é energia viva, força mental capaz de estabelecer comunicação real entre os planos material e espiritual.
Devemos também referência e reverência ao poder da prece coletiva: “Se dois de vós concordarem na Terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus” (Mateus, 18:19).
Adendo aos Evangelhos, poderíamos citar as diversas recomendações dos apóstolos, relativamente à oração, observemos duas:
Tiago (5:16) nos diz em sua epístola: “A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos”; (vide a prece intercessória feita por uma criança no livro Obreiros da vida eterna, que muito impressionou André Luiz por seu efeito no acréscimo de tempo encarnatório para a “Irmã Albina” – evangélica presbiteriana).
No livro “Os Mensageiros”, de André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier, essa realidade é apresentada de forma clara e comovente, revelando como as preces humanas repercutem no Mundo Espiritual e influenciam diretamente o destino individual e coletivo do planeta.
Também podemos observar como a prece nas “esferas espirituais” sutilizam-se na gradação espiritual de cada qual na emissão de “luzes espirituais” no “[…] ritmo e harmonia do verbo, ao som e à ideia numa só vibração” (vide, na obra citada, o capítulo “A prece de Ismália”).
A obra mostra que o orbe terrestre está envolvido por uma vasta rede de vibrações mentais. Pensamentos, sentimentos e orações elevadas formam verdadeiros focos de luz que auxiliam o trabalho dos mensageiros espirituais. Assim, falar das “preces do orbe” é refletir sobre o papel silencioso, porém decisivo, da oração na sustentação moral e espiritual da Terra.
Em “Os Mensageiros”, André Luiz aprende que a oração não é um simples ato verbal, repetido mecanicamente, mas uma emissão de energias psíquicas. Toda prece sincera parte do coração, orienta o pensamento e cria correntes vibratórias que se projetam no espaço espiritual. Essas vibrações são captadas por Entidades Superiores, que as utilizam como pontos de apoio para o socorro, a inspiração e o amparo.
“Os Mensageiros” espirituais relatados na obra deslocam-se frequentemente até lares, hospitais e instituições onde há pessoas em oração. Não raramente, o êxito do auxílio espiritual depende da existência de alguém encarnado que ore com fé, humildade e perseverança. A prece, portanto, não altera as Leis Divinas, mas coloca o indivíduo em sintonia com elas, permitindo que o auxílio chegue no momento oportuno.
Nesse sentido, a oração funciona como uma ponte luminosa entre os dois planos da vida. Onde há sinceridade e elevação moral, essa ponte torna-se firme e segura; onde há egoísmo ou interesses puramente materiais, a vibração enfraquece, dificultando o intercâmbio espiritual.
Um dos ensinamentos mais relevantes deste livro é a revelação de que a Terra não é espiritualmente abandonada. Apesar das dores, conflitos e imperfeições humanas, o planeta recebe constante assistência do Mundo Espiritual Superior. As preces do orbe — entendidas como o conjunto de orações sinceras, elevadas diariamente por milhões de pessoas — formam um poderoso campo magnético de sustentação moral.
Em ”Os Mensageiros”, André Luiz aprende que a oração não é um simples ato verbal, repetido mecanicamente, mas uma emissão de energias psíquicas.
Toda prece sincera parte do coração, orienta o pensamento e cria correntes vibratórias que se projetam no espaço espiritual.
Essas vibrações são captadas por Entidades Superiores, que as utilizam como pontos de apoio para o socorro, a inspiração e o amparo.
Queridos amigos, neste forte momento de “transição planetária”, a Terra se encontra sobre um significativo ponto de inflexão. Basta ter “olhos de ver” como orienta Jesus, e observar os movimentos entre nações e povos.
O planeta somos nós. Assim, há um ponto de inflexão no íntimo de cada um, formando a “massa coletiva” dos desejos e anseios que surgem em nossos pensamentos, ensejando perturbações ou lenitivos pacificadores.
A Doutrina dos Espíritos é “edificação sobre a rocha” e pode nortear nossos posicionamentos mais acertados e assertivos.
As preces coletivas atuam como verdadeiros reservatórios de luz. Em momentos de crise, guerras, catástrofes ou grandes sofrimentos coletivos, os mensageiros espirituais recorrem a essas energias acumuladas para minimizar impactos, inspirar lideranças e fortalecer consciências fragilizadas. Muitas vezes, não é possível evitar determinadas provas coletivas, mas a vibração da oração pode suavizar seus efeitos e acelerar processos de aprendizado.
A obra “Os mensageiros” demonstra que, mesmo quando o mal parece dominar a cena terrestre, há um constante trabalho invisível de equilíbrio. Cada oração sincera contribui, ainda que de forma imperceptível, para a harmonização do orbe, ajudando a conter ondas de ódio, violência e desespero.
Ao compreender a dimensão real da prece, o Espírito encarnado passa a assumir maior responsabilidade sobre seus pensamentos e sentimentos. André Luiz percebe que não basta orar pedindo benefícios pessoais; é fundamental alinhar a própria conduta com os princípios do bem. A oração que não se traduz em esforço moral perde força e alcance.
A verdadeira prece educa o sentimento, fortalece a vontade e inspira atitudes renovadoras. Quem ora com sinceridade passa a vigiar palavras, pensamentos e ações, tornando-se colaborador ativo da Espiritualidade Superior. Assim, cada indivíduo é chamado a participar conscientemente da construção de um mundo melhor, começando, repitamos, pela própria transformação interior (metanoia).
Nesse contexto, as preces do orbe não são apenas súplicas dirigidas a Deus, mas compromissos silenciosos com o bem comum.
Cada coração que ora com amor amplia a luz coletiva da Terra, favorecendo o progresso moral da Humanidade.
As preces do orbe formam uma corrente contínua de luz que envolve o planeta, sustentando-o espiritualmente em meio às provas e desafios da evolução. Nada se perde no Universo: toda oração sincera é aproveitada, toda vibração de amor encontra resposta.
Concluamos, assim, repetindo um belo refrão oração musical na intimidade de cada um de nós:
“SEGURA NA MÃO DE DEUS E VAI!”